domingo, 21 de junho de 2009

Gripe A: brasileiros que estudam na Bolívia denunciam descaso


Estudantes brasileiros que moram em Santa Cruz de La Sierra e em Cochabamba estão apreensivos com a chegada do vírus influenza (gripe suína ou gripe A) aos estados bolivianos. Em muitas cidades, a população circula pelas ruas com máscaras para evitar a contaminação.

A determinação do governo boliviano que circula nos jornais do país informa que os cidadãos devem utilizar máscaras e luvas, principalmente, em locais com grande circulação de pessoas, como bares e restaurantes.

O jornal El Deber informou na sexta-feira, dia 19, que a gripe A começou a se expandir no país.

“Nesta sexta-feira, foram informados de três novos casos positivos, esses casos se somam aos 22 casos confirmados no território boliviano. Segundo fontes oficiais, os departamentos que apresentam pessoas infectadas são La Paz, Santa Cruz e Cochabamba”, informa o jornal.

Outros jornais dizem que departamentos que ainda não registraram casos pedem verbas para o governo boliviano para preparar um plano de contingenciamento.

Muito mais casos que o divulgado

A acadêmica de medicina Clelayne Brandão é mato-grossense e mora há pouco mais de três anos em Santa Cruz. Ela revela que os casos de gripe A podem ser mais do que informam as fontes ligadas ao governo.

“Acredita-se nisso porque aqui não há um sistema público de saúde como o Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil. Todos os atendimentos médicos são pela rede privada e muita gente não tem dinheiro para procurar auxílio médico, eles preferem ficar em casa automedicando”, relatou.
De acordo com a lei da Bolívia há assistência médica gratuita apenas para gestantes até o nascimento do bebê e para crianças até os cinco anos.

“Aqui é tudo pago, se você se interna tem que comprar seu soro e medicamentos além de pagar a consulta e a enfermeira para manipular os medicamentos”, conta a estudante.

A mato-grossense diz que a falta de informação sobre os avanços da doença no país preocupa os familiares de brasileiros que vivem nos departamentos do país vizinho.

“Algumas famílias brasileiras estão preocupadas e buscam informações sobre seus parentes que estão aqui na Bolívia. Tem gente que inclusive já enviou dinheiro para que os filhos saíssem daqui para passar as férias no Brasil”, afirmou.

Milena Sampaio é acriana e estuda medicina há quatro anos em Santa Cruz. Ela contou que as aulas da faculdade que eram ministradas em hospitais locais foram suspensas.

Na faculdade que Clelayne Brandão cursa medicina, a situação é diferente. Segundo ela, as informações não são muito seguras.

“Para nós, estudantes, eles não dizem com medo de não irmos mais para as aulas práticas e quem assiste às aulas vai devidamente equipado com álcool em gel, máscaras e luvas para evitar a contaminação”, relatou Clelayne.

Os estudantes dizem que neste momento estão aguardando as estratégias do governo boliviano com relação à chegada da pandemia ao país para evitar que mais casos sejam registrados.

Foto: Alexandre Lima (www.oaltoacre.com)

O adeus

Hoje fiz o último concurso público que foi exigido diploma de formação superior em Jornalismo.

Nos corredores da escola onde foram realizadas as provas jovens jornalistas lamentavam a decisão do Superior Tribunal Federal (STF) e expeculavam sobre como será a vida de "cozinheiros".

O último adeus a uma exigência.

Segue a vida!

sábado, 20 de junho de 2009

Exposição e cidadania



Vale a pena conferir a exposição.

O evento será bacana e será uma boa oportunidade de fazer uma ação social que é contribuir com o Educandário Santa Margarida.

Clique na foto e confira mais informações.

Nelson Rodrigues


"Nós, da imprensa, somos uns criminosos do adjetivo. Com a mais eufórica das irresponsabilidades, chamamos de "ilustre", de "insigne", de "formidável", qualquer borra-botas".

Foto: http://artedofutebol.files.wordpress.com/2009/04/nelsonrodrigues.jpg

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Esse pode ser o mundo de amanhã?!?


Campanha: Mudança, já!



Tomara que amanhã mude algumas coisas:

Tati Quebra Barraco apresentando Jornal Nacional

Latino podia apresentar o Globo Esporte

Gilmar Mendes poderia ser o novo coordenador do Profissão Repórter . .
No lugar dos 'focas' poderiam colocar garçons, pedreiros, motoboys . . . put'z ficaria bem dinâmico o programa .. . . já que todas essas profissões são iguais . . .

Nelson Jobim podia ser o novo comentarista de segurança pública da Record

Marcelo D2 pode ser o novo ombudsman da folha

E assim por diante . . . .

Enquanto todos clamam por mais educação, o STF contraria e decide que a profissão de jornalista não necessita mais de diploma e isto, infelizmente abre um precedente perigoso para as outras profissões.

Os jornalistas vão ser substituídos nas redações por capangas sem instrução, pau mandados.

A sociedade brasileira foi traída mais uma vez pela arrogância da vaidade e do poder.

Esses ministrinhos, também parecem ser capangas dos grandes monopólios. Estão ali, mas não representam a soberania do povo brasileiro.

Lamentável a decisão dessa justicinha doente, fétida, desprezível e soberba.

O jornalista é responsável pela informação e formação de um povo. São esses profissionais que esclarecem, denunciam e protegem a nossa sociedade.

Não podemos comparar um jornalista formado, comprometido com a verdade ao "profissional" despreparado sem nenhum vínculo com a área de jornalismo.

A liberdade, seja qual for, será sempre defendida por um profissional jornalista!

Apesar dessa situação lamentável, principalmente com os pareceres mais ridículos que alguém pode acompanhar, afinal de contas, cada parecer dos ministros foi digno de risadas . . . .

Eu tenho meu diploma com orgulho.
Sentei sim num banco universitário.
Assisti aulas de filosofia.
Assisti aulas de ética.
Assisti aulas de português.

E não vou rasgar diploma nenhum . . . . .

Nota da blogueira: Este texto está no Orkut da minha amiga e também jornalista Chrísna Lima e foi devidamente copiado com a autorização dela, claro.



Auditores do TCE visitam prefeituras do interior

Cerca de 40 funcionários do Tribunal de Contas do Estado (TCE) se deslocarão no dia 28 deste mês para os municípios acreanos. Os funcionários estão divididos em grupos de seis e cada grupo visitará em média três municípios.

De acordo com informações, a viagem será apenas para que os auditores prestem uma consultoria aos gestores municipais, ou seja, vão explicar aos prefeitos e suas equipes a melhor maneira de gerir a verba pública.

Pelo menos desta vez a viagem não será para fazer uma devassa nas contas dos prefeitos acreanos, o que deve deixar muito gestor mais tranquilo.

Essa será a primeira viagem da equipe do TCE que terá a participação dos novos Auditores de Contas que entraram no Tribunal por meio de concurso público.

Vale ressaltar que grande parte destes auditores são de Rondônia, outros da região Sul do país. Acreanos natos são poucos.

Os auditores que vieram de outros Estados e os auditores acreanos terão a oportunidade de conhecer a realidade dos municípios acreanos, principalmente os que seguem para os municípios mais isolados como Jordão, Santa Rosa e Manoel Urbano.

Vou adiantar em primeira mão que um grupo será enviado para os municípios de Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima e Rodrigues Alves, outro segue para Tarauacá, Feijó e Jordão, o terceiro vai para Sena Madureira, Manoel Urbano e Santa Rosa, o quarto grupo segue para Assis Brasil, Brasiléia e Epitaciolândia. Há ainda um grupo que atuará nos municípios de Plácido de Castro, Bujari, Capixaba, Senador Guiomard e Porto Walter.

Mais amena

Admito que fui um tanto extremista ao escrever o texto anterior, mas estou mesmo chateada com o fim da exigência do diploma de nível superior para jornalistas.

Não é que eu seja contra os colegas de profissão que não são diplomados em jornalismo. Jamais falei isso. Apenas sou contra essa banalização que estão tentando fazer com a nossa profissão.

Respeito muito os meus colegas que estão na profissão há muitos anos que não cursaram jornalismo numa faculdade, mas que em compensação são pessoas que se dedicaram durantes anos a arte da escrita e da leitura.

Contudo, devo dizer que há uma sutil diferença entre os colegas que estão nas redações acreanas há anos e os que pretendem chegar as redações com um monte de idéias equivocadas sobre a profissão.

Desta vez não vou me alongar, quero apenas dizer que apesar de admitir que estou muito indignada com a decisão reconheço que exagerei nas palavras.

Mas lembro que nós devemos nos atentar para o fato de que esse país está virando uma farra sem fim. Primeiro rasgam os diplomas de jornalismo, depois os parlamentares aparecem com a proposta indecente de abrir mais 7 mil vagas de vereadores e com isso, colocam a mão no bolso de todos nós contribuintes e pra terminar a lambança ainda querem que nós acreanos nos tornemos acrianos que acordam de madrugada porque para alguns parlamentares unificar os horários do país é melhor.

Deus nos acuda!