segunda-feira, 29 de junho de 2009

Ministro dos Transportes agride jornalista da CBN de Manaus


Seqûência de imagens da agressão



Por Ana Luiza Moulatlet e Thiago Rosa/Redação Portal IMPRENSA*

O jornalista Ronaldo Lázaro Tiradentes, da Rede de Rádio e Televisão Tiradentes Ltda., retransmissora da CBN em Manaus, entrou com uma representação junto à Superintendência da Polícia Federal do Amazonas contra o senador licenciado e ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, e seu filho, Gustavo Nascimento, por eventual prática de ameaça e abuso de autoridade.

No último sábado (27), o profissional e sua esposa, a advogada Kiê Mariee Cavalcante Hara, aguardavam por uma vaga no estacionamento do hangar do Governo do Estado do Amazonas no aeroporto Eduardo Gomes, quando foram abordados pelo ministro dos Transportes, seu filho, e o Capitão da Policia Militar, Wellington Silva.

Segundo a representação, ao ver o casal no carro identificado como da emissora Tiradentes, Alfredo Nascimento tentou arrombar a porta do lado do motorista, gritando para o jornalista: "abra a porta vagabundo, ladrão, safado e desce do carro que eu quero passar por cima de você".

Do outro lado, Gustavo Nascimento tentava arrombar a porta do passageiro. "Aproveitando-se que os vidros daquele lado estavam entreabertos, meteu a mão pelo buraco, agredindo covardemente a esposa do jornalista com vários socos, enquanto esta tentava impedir que ele abrisse a porta do carro", diz o representação.

As agressões só teriam acabado quando o jornalista começou a documentar a cena com seu celular. O ministro teria corrido para não ser filmado, mas o oficial da PM teria continuado a agredir a socos e pontapés os jornalistas Ronaldo Tiradentes e Marcos Santos, que aguardava uma vaga para estacionar logo atrás.

No documento apresentado por Tiradentes, ele afirma que "não bastasse a violência física e verbal dos representados, o ministro dos Transportes, em evidente abuso de poder, convocou os policiais federais que estavam de plantão no aeroporto Eduardo Gomes, para vistoriar o carro utilizado pelo jornalista e sua esposa (...) Alguns minutos depois, chegaram à Sala Vip dois agentes da Polícia Federal informando que o representado Alfredo Nascimento os havia convocado, sob a alegação de que havia uma arma no carro ocupado pelos representantes".

Para Tiradentes, o ocorrido mostra um "ato de vingança" contra ele e seu companheiro Marcos Santos, que comandam o programa de rádio "CBN Manaus". Na atração, eles têm cobrado promessas de campanha do então candidato ao Senado, que prometeu, entre inúmeras coisas, ajudar os idosos com recursos federais, construir um porto em cada cidade do Amazonas, duplicar a BR 174 e asfaltar a BR 319. O ministro está processando os dois jornalistas, em ações que tramitam na Justiça do Amazonas.

Em denúncia feita à Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), Tiradentes afirmou que "o lamentável episódio aqui denunciado é um atentado à liberdade de expressão e mais uma reação antidemocrática do ministro Alfredo Nascimento às críticas que esta emissora tem feito à figura pública que tantas promessas fez ao longo de suas campanhas sem, no entanto, cumpri-las".

Na carta, endereçada ao presidente da entidade, Sergio Murillo de Andrade, o jornalista de Manaus narra o ocorrido, e o considera uma "clara afronta aos direitos democráticos e à liberdade de informação tão duramente conquistados em nosso País". A ação do ministro, para ele, é "mais uma demonstração desse comportamento arbitrário e ditatorial, que não respeita a convivência democrática".

"Ficam patentes o abuso de poder, a tentativa de intimidação e a falta de espírito democrático e de decoro do ministro. O senador e ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, não vai calar a Rádio CBN Manaus. Essa trincheira da liberdade de imprensa será defendida até o último momento, buscando resguardar a sociedade de políticos que não cumprem as promessas e sobrevivem de renová-las a cada eleição, como é o caso dele", diz Tiradentes.

O Portal IMPRENSA entrou em contato com a assessoria do ministro e aguarda posicionamento.

Sem ânimo

Amigos, hoje não tenho ânimo para postar nada. Tudo culpa de uma gripe, que espero não seja a famigerada gripe A.

Acho que é mais um resfriado mesmo devido às mudanças climáticas. Amanheci bem rouca, depois vieram os espirros e agora as dores na cabeça...

Detesto ficar gripa – resfriada, ainda mais porque já ando sensível, imaginem agora.

Enfim, hoje talvez não publique nada, estou mesmo sem ânimo. Minha vontade era está na minha cama na companhia do meu edredom...Mas claro que com o ar-condicionado ligado, porque lá fora faz um céu de brigadeiro...Credo!

Pena que os meus companheiros neste momento são os lencinhos, o descongestionante nasal e o computador. rsrsrs

Espero me recuperar em breve.

sábado, 27 de junho de 2009

Auditores do TCE chegam aos municípios

Há cerca de dez dias foi postado no blog, em primeira mão, que os auditores do Tribunal de Contas do Estado (TCE) embarcariam para os municípios do Acre.

Neste sábado a primeira equipe desembarcou em Feijó, de lá seguem para os municípios de Tarauacá e Jordão. Essa equipe partiu neste sábado porque não há voos para o município aos domingos.

As demais equipes seguem hoje para os outros municípios do Estado.

Essa será a primeira visita dos novos auditores de contas do Tribunal, a princípio, os funcionários visitarão as prefeituras e Câmaras. A visita tem como objetivo prestar uma espécie de consultoria aos prefeitos e demais funcíonários dos municípios.

A notícia que os auditores seguiam para os municípios assustou alguns prefeitos que chegaram inclusive a ligar para o presidente do Tribunal, José Augusto, para saber se haveria devassa nas contas das prefeituras. Tal fato indica que tem muita gente em situação um tanto desconfortável.

Os auditores retornam à Capital daqui a dez dias.

Olarias podem parar por falta de matéria-prima

Por: Gilberto Lobo

O preço do milheiro de tijolos teve um aumento de mais de oito por cento em apenas um mês, passando de R$ 350 para 380. O motivo da elevação do preço, segundo os proprietários de olarias, é a falta de barro e de lenha. Com a constante falta do insumo, a partir da próxima semana, há previsão para um novo aumento.

O empresário do ramo Antônio Braga Bandeira explicou que o problema começou quando o Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) intensificou as fiscalizações em barreiros, áreas onde é retirado barro.

“O pior é que temos o dinheiro, mas não podemos comprar a matéria prima”, desabafou.
A funcionária de uma olaria, sem consentimento do chefe, disse que a empresa ficou quase um mês parada porque não havia material para confecção dos tijolos. “Para recuperar o prejuízo, tivemos que aumentar o preço do tijolo e consequentemente reduzir as vendas”.

Para ter ideia dos quanto é gasto com a falta de material - uma carrada de barro custava R$ 60 em maio e passou a custar neste mês R$ 150. O metro da lenha saiu de R$ 18 para R$ 40. “Isso quando tem. Normalmente, temos que comprar esse material em Sena Madureira, 150 quilômetros da capital, motivo para mais acréscimos no valor final do material para construção”, explicou Braga.

Pouco barro para muitos caminhões
O empresário declara ainda que a produção do único barreiro licenciado pelo Imac em Rio Branco foi vendida para apenas uma empresa, deixando as demais no prejuízo. “Foram quatro mil carradas, vendidas para uma única pessoa, mas um problema que sobrou para todos”.

Cada olaria gera cerca de 20 empregos diretos e mais de 50 indiretos. Com a queda da produção no setor, o risco de desemprego ronda mais de 300 famílias. “O governo precisa incentivar mais os pequenos empresários e deixar de apenas atrapalhar nosso trabalho. Eles [governo] só sabem proibir e nunca trazem uma solução”, relatou Antônio.

Fiscalização

Antônio Braga relatou também que teve um dos seus caminhões apreendido pelo Imac quando fazia o transporte de barro. A multa para liberação foi R$ 1,5 mais R$ 5 mil pagos ao advogado. “Só temos prejuízo. O governo está sempre em cima da gente em tudo que fazemos, mas nunca vem aqui para oferecer incentivo e mostrar uma saída para o nosso problema”.

Em cadeia

A falta de tijolo e o consequente preço elevado têm gerado problemas também para o setor da construção civil. Por mais que existam linhas de financiamento para construção de casas, o custo dos materiais de construção inviabiliza a redução do déficit habitacional. Para piorar ainda, falta documentação em mais de 70% das moradias da capital.

O setor da construção civil apresentou leve melhora em março deste ano. Foram abertos 421 postos de trabalho, fechando o mês com saldo positivo de 0,44%. No entanto, em relação ao acumulado do ano, o saldo segue negativo em 1,06%.

O setor do comércio, por sua vez, segue desempregando fortemente. No mês, o saldo negativo foi de 1,29%, de longe, a maior queda da região norte. Só neste ano, 1.847 trabalhadores ligados ao comércio foram despedidos.

O setor de serviços, assim como a construção civil, também apresentou saldo positivo. 416 vagas foram abertas no setor em março, fechando o mês com saldo positivo de 0,38%. (Gilberto Lobo)

A CONSTRUÇÃO DO TIJOLO

MAIO
VALOR DO MILHEIRO: R$ 350
CARREGAMENTO DE BARRO: R$ 60
CADA METRO DE LENHA: R$ 18

ABRIL
VALOR DO MILHEIRO: R$ 380
CARREGAMENTO DE BARRO: R$ 150
CADA METRO DE LENHA: R$ 40

Jorge Viana comenta MP 458


Desde o início deste mês, a Medida Provisória 458/2008, MP da Amazônia, tem acirrado o debate entre ruralistas e ambientalistas.

Entre os que demonstraram insatisfação com a medida, está a senadora e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (PT-AC). Ela chegou a declarar à reportagem da TRIBUNA que o dia em que foi aprovada a medida provisória no Senado, sem dúvidas, foi um dos dias mais tristes da sua vida.

O ex-governador do Acre e presidente do Fórum de Desenvolvimento Sustentável, Jorge Viana (PT), informou que ele, o senador Tião Viana e o governador Binho Marques se associaram à preocupação da senadora Marina na defesa da Amazônia. Mas, durante a entrevista, Jorge Viana minimizou os reflexos da polêmica MP 458, dizendo que o presidente Lula fez um veto muito importante no artigo 7°.

O artigo 7° era o que previa a transferência de terras públicas da Amazônia Legal a empresas e a pessoas que exploram a terra de forma indireta, ou seja, que não ocupam a área.

Jorge Viana destacou que o que é preciso nesse momento e que deve ser feito é a reforma fundiária, mas ele ressalta que isso é preciso ser feito com muito cuidado.

“É preciso ser feito com muito cuidado principalmente em Estados onde há a grilagem de terras, onde há pessoas que matam, onde há exploração do pequeno produtor. Aqui, no Acre, nós não vivemos nessa situação. É importante lembrar que aqui nós já realizamos o zoneamento econômico ecológico (ZEE) e isso facilita a nossa regularização” disse Viana.

De acordo com o ex-governador, Lula está consciente da necessidade da regularização fundiária.

“O presidente está ciente disso e vai fazer regularização fundiária com responsabilidade para que o país não acirre mais esse problema”, assegurou.

Tentativas frustradas

A senadora acriana, na busca pela defesa da Amazônia, enviou ao governo federal um documento onde defendia o veto de alguns artigos que constavam no texto da medida.

Mas o presidente Luís Inácio Lula da Silva sancionou a MP da Amazônia, vetando apenas o 7º artigo que previa a transferência de terras públicas da Amazônia Legal a empresas e a pessoas que exploram a terra de forma indireta, ou seja, que não ocupam a área.

Diante da atitude de Lula, a senadora Marina disse que o veto foi importante, mas ressaltou que só aquela atitude não resolveria o problema.

Marina afirmou que tinha a esperança que os três vetos pedidos por ela e outros defensores da floresta fossem acatados pelo presidente.

Mesmo com as afirmações de Marina Silva à imprensa nacional, o ex-governador Jorge Viana garantiu que ela está bastante satisfeita com o veto do artigo 7.

“Mas é obvio que a luta continua e há outros assuntos a serem trabalhados”, finalizou.

Nayanne Santana

quinta-feira, 25 de junho de 2009

TSE cassa anfitrião do 5° Fórum de Governadores da Amazônia


Marcelo Miranda deveria recepcionar gestores da Amazônia Legal

Nesta sexta-feira, 26, acontece em Tocantins o 5° Fórum de Governadores da Amazônia Legal e a 5ª Reunião Ordinária do Condel/Sudam - Conselho Deliberativo da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia. Os dois encontros serão realizados no Palácio Araguaia, em Palmas.

Nove governadores dos Estados da Amazônia seguiram para a cidade de Palmas para seremb recebidos pelo governador do Tocantis, Marcelo Miranda, que segundo informava a Agência de Notícias do Acre, deveria abrir os trabalhos do Fórum às 8 da manhã de hoje.

Mas por volta da meia-noite, o Portal G1 informava que durante a madrugada desta sexta-feira, Marcelo Miranda (PMDB) havia sido cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político. Além de Marcelo Miranda também foi casso o vice-governador do Estado, Paulo Sidnei Antunes (PPS), por abuso de poder político.

De acordo com o G1, as acusações contra Miranda e Antunes foram feitas pelo segundo colocado nas eleições do estado em 2006, o ex-governador José Wilson Siqueira Campos (PSDB), que pretende herdar o cargo. O TSE, no entanto, ainda não decidiu se dará posse a Campos ou se convocará nova eleição.

Diante da notícia, resta saber agora quem irá recepcionar os gestores dos estados do Acre, Roraima, Amazonas, Pará, Amapá, Maranhão, Mato Grosso e Rondônia, que seguem para o Estado de Tocantins para participarem do Fórum de Governadores que tem como o objetivo fortalecer a política de desenvolvimento sustentável.

Nayanne Santana
Foto: Portal G1

Senador colhe assinaturas para apresentar PEC que torna obrigatória exigência do diploma


Senador já conseguiu juntar 40 assinaturas

O senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), que na última terça-feira (23) protocolou uma Proposta de Emenda à Constituição Federal (PEC) para tornar obrigatória a exigência do diploma de nível superior para o exercício da profissão de jornalista, já conseguiu juntar 40assinaturas de apoio.

Para poder apresentar o PEC, eram necessárias 27 assinaturas. Segundo a Agência Brasil, a proposta de Valadares torna obrigatório o diploma para exercer o Jornalismo, além de tornar facultativa a exigência do diploma para colaboradores.

"Com todo o respeito que tenho ao Supremo Tribunal Federal, foi uma decisão equivocada. O jornalista é um profissional cujo trabalho é reconhecido. É uma tradição a legitimidade. O Brasil não pode retroceder. Como um senador socialista, não poderia deixar de recolher as assinaturas e protocolar a PEC", declarou o senador.

Com o objetivo de aperfeiçoar o texto do PEC, Valadares ainda vai solicitar que o Senado realize audiências públicas na Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania (CCJ), com representantes de associações e federações de jornalistas e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), além de estudantes e jornalistas.

No dia 17 de junho, o Supremo Tribunal Federal (STF) revogou, por oito votos a um, a exigência do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão.

Fonte:Portal IMPRENSA

Foto: Portal Agência Sindical