quinta-feira, 24 de setembro de 2009

A mudança de Lula

LULA ANTES DA POSSE ( LEIA ATÉ O FINAL)

O partido cumpre o que promete.

Só os tolos podem crer que

não lutaremos contra a corrupção.

Porque, se há algo certo para nós, é que

a honestidade e a transparência são fundamentais.

para alcançar nossos ideais

Mostraremos que é grande estupidez crer que

as máfias continuarão no governo, como sempre.

Asseguramos sem dúvida que

a justiça social será o alvo de nossa ação.

Apesar disso, há idiotas que imaginam que

se possa governar com as manchas da velha política.

Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que

se termine com os marajás e as negociatas.

Não permitiremos de nenhum modo que

nossas crianças morram de fome.

Cumpriremos nossos propósitos mesmo que

os recursos econômicos do país se esgotem.

Exerceremos o poder até que

Compreendam que

Somos a nova política.

DEPOIS DA POSSE:

Basta ler o texto acima, DE BAIXO PARA CIMA....

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Repórter é preso no julgamento do Caso Baiano

O diretor e repórter da Tv Acre , afiliada da Globo, Jefson Dourado foi preso pela Polícia Federal nesta quarta-feira, dia 23, após ser flagrado por agentes portando uma caneta espiã dentro do Tribunal do Júri.

Dourado foi levado pelos policiais para a superintendência da PF do Acre.
Segundo informações, neste momento ele presta esclarecimentos a Polícia Federal sobre a sua "ousadia".

A caneta que Jefson usava também foi levada para a sede da PF.

Após o episódio, o juiz Leandro Leri Gross deum um sermão nos jornalistas que estão fazendo a cobertura do julgamento que tem como réus Hildebrando Pascol, Adão Libório e Alex Barros.

domingo, 20 de setembro de 2009

Parada do orgulho LGBT é hoje

Parada do Orgulho Gay é hoje.
Evangélicos fazem protesto na terça


Para encerrar a quinta edição da Semana da Diversidade, acontece neste domingo a Parada do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais). O evento já faz parte do calendário de eventos do Acre e a cada ano atrai um número maior de participantes. Neste ano, a organização do evento estima que 35 mil pessoas devam participar do encerramento da Semana da Diversidade.

A concentração da Parada Gay inicia-se na Gameleira, às 15 horas. Os participantes receberão preservativos que serão distribuídos pela Coordenação Estadual de DST e Aids. Segundo Moisés Alencastro, sete caminhões foram inscritos para participar do evento eles seguirão com os participantes até o estacionamento do estádio Arena da Floresta, onde acontecerá o show da cantora Preta Gil, encerrando a quinta edição da Semana da Diversidade, cujo tema é Pela igualdade de direitos, por uma escola sem homofobia.

Ruas interditadas
O governo do Estado informou na quinta-feira que os trechos, a partir da rua 16 de Outubro até a ponte metálica e o entroncamento das ruas 24 de Janeiro e AC-1, ficarão interditados. O público seguirá para o estacionamento do estádio Arena da Floresta pela via Chico Mendes na pista da contramão, ou seja, os participantes seguirão pelo lado da pista que os veículos utilizam no sentido bairro-Centro.

Para evitar acidentes e para que o trânsito tenha fluidez, o sentido da pista que os veículos utilizam no sentido bairro-Centro ficará com mão-dupla.

Para dar suporte de segurança durante todo o evento, policias militares, civil e bombeiros estarão com efetivo reforçado na concentração na caminhada dos participantes e no encerramento do show.

Duas ambulâncias do Serviço Móvel de Urgência (Samu) serão deslocadas para a Parada LGBT, uma delas acompanhará todo o trajeto da parada e outra ficará no Arena da Floresta.

Protesto dos evangélicos
Lideranças evangélicas que estiveram reunidas na última sexta-feira, dia 18, para prestar solidariedade ao deputado federal Henrique Afonso (PT) na sede da Igreja Renovada. As lideranças adiantaram que podem realizar nesta terça-feira, dia 22, uma manifestação contra o posicionamento do governador do Estado, Binho Marques (PT).

De acordo com apóstolo Afif Arão, que preside a Igreja Renovada, as portas são fechadas para os evangélicos. O apóstolo afirma que professores evangélicos são perseguidos em escolas da rede pública de ensino.

“Enquanto isso, o governo abre as portas para os homossexuais”, afirmou Afif Arão.

Caso Baiano:Julgamento de Hildebrando Pascoal será nesta segunda

Nayanne Santana

Após dez anos da vinda ao Acre da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico, que investigou crimes atribuídos ao esquadrão da morte e que levou à prisão do ex-deputado Hildebrando Pascoal, nesta segunda-feira, dia 21, às 8 horas, o homem que ficou conhecido pelo crime da motosserra, chamado também de caso Baiano, sentará no banco dos réus. Estima-se que esse seja o último capítulo de uma história que se iniciou há mais de uma década.

Além de Hildebrando Pascoal, sentam-se no banco dos réus Pedro Pascoal Duarte Pinheiro Neto, Alex Fernandes Barros e Adão Libório de Albuquerque, que seriam cúmplices do ex-deputado e membros do esquadrão da morte. Os três serão julgados pela morte de Agílson Firmino dos Santos, o Baiano.

O início
De acordo com a denúncia do Ministério Público do Acre (MPE), os crimes atribuídos ao esquadrão da morte iniciaram-se em 1996, quando o policial militar Itamar Pascoal, irmão de Hildebrando Pascoal, foi assassinado por José Hugo.

No inquérito do MPE, consta que, após assassinar Itamar Pascoal, Hugo fugiu da capital por temer ser assassinado. Diz o inquérito que José Hugo foi à residência onde morava e pegou a esposa, Clerismar Alves, e os dois filhos, Hávila Santos e Arelc Santos, para levá-los para uma fazenda distante de Rio Branco.

Segundo o MPE, após deixar a esposa e os filhos em uma propriedade rural, o assassino de Itamar teria fugido da capital acriana.

O Ministério Público informa no inquérito que os homens ligados ao esquadrão encontraram a esposa e os filhos de José Hugo. Os três foram levados por Alex, por Manoel Maria, o Coroinha, e por Nei para uma propriedade de Alípio Ferreira. No local, a esposa de Hugo teria sido interrogada por Alex para saber onde José Hugo escondia-se.

De acordo com o documento, os três reféns teriam sido levados para a residência de Hildebrando Pascoal e permaneceram no local, em cárcere privado.

Ainda em 1996, Hugo foi assassinado no Piauí. O MPE informa que foram espalhados cartazes pela cidade de Rio Branco, oferecendo recompensa de R$ 50 mil a quem informasse onde estava José Hugo.

A morte de Baiano
Segundo o inquérito do MPE, após a morte de Itamar Pascoal, instalou-se no Acre a lei de talião, que diz que seria a reciprocidade do crime e da pena.

Para o Ministério Público, Agílson Firmino, o Baiano foi um inocente que morreu como vítima de um grupo. Baiano era o motorista de José Hugo quando Itamar foi assassinado. Para o Ministério Público, a morte de Baiano foi por motivo torpe e se deu por vingança.

O inquérito narra que a caça a Baiano iniciou-se entre os dias 1º e 2 de julho de 1996, quando uma equipe de busca, liderada por Alex, prendeu ilegalmente Agílson Firmino em um posto de gasolina de Sena Madureira. Segundo inquérito, Alex entregou Baiano a Hildebrando Pascoal, que naquele momento teria iniciado a tortura de Baiano.

De acordo com o MPE, Hildebrando conduziu Baiano a um galpão propriedade de Alípio Ferreira, onde, por várias horas, Agílson, sob a vigilância de policiais militares, permaneceu com mãos e pés algemados.


Após ser mantido em cativeiro por várias horas, Baiano foi levado por Adão Libório, por Sete Pascoal, por Amaraldo Uchôa e por Pedro Pascoal ao local onde o MPE afirma que foram cometidos os atos de tortura e que culminaram com assassinato de Agílson Firmino.

“O homicídio foi praticado com requintes de crueldade mediante provocação de intenso sofrimento físico à vítima, que, ainda viva, teve seus olhos perfurados, seus braços, pernas e pênis amputados com a utilização de uma motosserra, além de um prego cravado na sua testa, culminando com atos de tortura com vários disparos de arma de fogo desferidos por Hildebrando Pascoal contra a cabeça da vítima”, descreve o inquérito.

O inquérito segue dizendo que, depois que Baiano estava mutilado e morto, o que restou do corpo foi jogado em frente a uma emissora local por Hildebrando Pascoal e por Adão Libório. Isso seria para intimidar as autoridades que atuavam no Acre naquela época.

Defesa questiona acusações
O advogado criminalista Sanderson Moura, que atuará na defesa de Hildebrando Pascoal, vem ao longo dos últimos dias afirmando que o MPE tem um inquérito que acusa o ex-deputado de ter envolvimento direto no assassinato de Agílson Firmino, mas Sanderson ressalta que não há provas concretas sobre a acusação.

Em 1999, Waltermir Gonçalves de Oliveira, o Palito, informou durante a vinda da CPI do Narcotráfico ao Acre que teria uma fita de vídeo onde aparecia Hildebrando Pascoal torturando e serrando o corpo de Baiano. Contudo, Sanderson lembra que essa fita nunca apareceu para provar o que Palito alegava ser a prova do crime da motosserra.

O jornal Folha de São Paulo noticiou em 1999 que Palito afirmava ter comprado a fita de um presidiário que teria roubado cinco fitas de um sargento da Polícia Militar do Acre ligado ao ex-deputado Hildebrando.
Sanderson afirma que espera que Hildebrando tenha um julgamento justo. Essa será a primeira vez que o ex-deputado se pronunciará sobre um crime de que é acusado há mais de 10 anos.




sábado, 19 de setembro de 2009

Henrique revela que ainda não absorveu a punição



O deputado federal Henrique Afonso, eleito pelo Partido dos Trabalhadores (PT), ainda está muito abalado após ser punido pelo diretório nacional da legenda, que decidiu suspender o parlamentar por três meses das atividades partidárias e proibi-lo de participar por dois anos como representante do partido como membro titular ou suplente da Comissão de Seguridade Social Saúde e Família da Câmara dos Deputados.

“A minha expectativa era que o partido respeitasse aquilo que consta dentro do seu estatuto, que é assegurado o direito à liberdade de expressão”, ressaltou Afonso.

O parlamentar foi recebido por várias lideranças evangélicas na sede da Igreja Renovada, que manifestaram apoio à posição do deputado federal. Os líderes declararam que o deputado foi correto ao ser contrário à legalização do aborto.

Visivelmente emocionado, Henrique Afonso adiantou que ainda não decidiu se irá se filiar à outra legenda. Ele disse que ainda está assimilando o que ocorreu na quinta-feira, quando teve de passar por um julgamento com cerca de 10 horas.

“Eu vou conversar com a minha família, que está toda em Cruzeiro do Sul, e ainda não está entendendo bem o que aconteceu”, contou
De acordo com Henrique, nesse momento delicado de sua carreira política, ele relembra a sua atuação na na militância do Partido dos Trabalhadores.
“Eu sou um homem de utopia, eu sou um homem de ideal. Isso tudo me traz uma retrospectiva do que foi feito. Cruzeiro do Sul e o Juruá foram o campo de militância de minha história de vida e, hoje, ir ao Juruá nesse cenário de condenação, porque eu estou defendendo a vida, é uma coisa que nem eu ainda estou absorvendo”, questiona.

O deputado observa que o posicionamento dele é baseado numa realidade jurídica que dá a ele direito de expressar a crença que ele tem. Segundo Henrique, isso é um direito que não pode ser cerceado e nem violado em nenhuma sociedade democrática.

“Infelizmente, hoje, eu não posso me expressar”, lamenta o parlamentar.
Ele lembra que nunca passou por um julgamento, mas ele ressalta que a causa é nobre. De acordo com ele, não se trata de um caso, mas sim de um causa. (Nayanne Santana)

Seguir na política
O deputado federal adiantou que, após conversar com a família e com as lideranças políticas que o apoiam na defesa da vida, é que tomará uma decisão sobre o seu destino político.

Henrique, por enquanto, não confirma se deixará o PT para se filiar à outra legenda, mas garante que não deixa a política.

“Sair da política, eu não posso sair, é aí que está a minha missão, é onde está meu ministério. Há quase três décadas, eu atuo na luta por uma sociedade melhor, e o partido político é um espaço que oferece à sociedade caminhos, alternativas e mudanças. Eu não posso estar fora do cenário político. Eu vou estar presente onde eu possa expressar ao mundo os meus valores”, garantiu.

Texto: Nayanne Santana

Leandro Gross garante realização de julgamento do caso Baiano



O juiz Leandro Leri Gross, titular da Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Rio Branco, garantiu que não há possibilidade do julgamento do caso Baiano ser adiado e ressaltou que fará o que for possível para que tudo ocorra na normalidade.

“Não existe nenhuma possibilidade jurídica desse julgamento não acontecer. Todas as testemunhas foram devidamente intimadas, os acusados, os advogados, o Ministério Público Estadual. Essas notícias não refletem a verdade” garantiu.

O juiz afirmou que, se for preciso parar o júri para buscar uma testemunha em Cruzeiro do Sul, isso será feito. O importante, para o magistrado, é que o júri ocorra dentro da normalidade.
Segundo o magistrado, há possibilidade do julgamento durar por três ou quatro dias. Na segunda-feira, dia 21, o juiz informou que o júri iniciará pontualmente às 8 horas da manhã e deve encerrar às 22 horas.

Esquema da imprensa e da segurança
Durante a coletiva realizada no júri, o juiz informou a imprensa como funcionará o esquema das empresas de comunicação que acompanharão o julgamento do caso Baiano. O juiz também informou que haverá um esquema de segurança nas ruas próximas ao Fórum Barão do Rio Branco, ele adiantou que a rua Benjamin Constant ficará interditada enquanto durar o julgamento.

Leandro ressaltou que as medidas são para garantir que não haja nenhum problema em frente ao fórum na movimentação das viaturas que ficarão no local.

“O plano de segurança está muito bem elaborado, mas não pode ser divulgado, porque, como o próprio nome diz, é por questões de segurança”, declarou.

O juiz disse desconhecer a informação de que o helicóptero do governo do Estado será usado no esquema de segurança desta segunda-feira.

O magistrado lembrou que o Conselho Nacional de Justiça aprovou o pedido dele no qual ficou decidido que o julgamento não poderá ser filmado ou fotografado, foi permitida apenas a gravação de voz.

A única emissora que poderá filmar e fotografar o julgamento será a TV Justiça. Os meios de comunicação poderão ter acesso às imagens que forem cedidas pela TV Justiça.

Segundo o juiz, os repórteres poderão utilizar notebook, mas, em hipótese alguma, poderão gravar imagens do julgamento. Ele disse que será disponibilizado à imprensa cerca de 20 lugares dentro do júri para que as equipes possam acompanhar o julgamento.

Requerimentos da defesa aceitos
O advogado criminalista Sanderson Moura, que atua na defesa do ex-deputado Hildebrando Pascoal, apresentou quatro requerimentos ao juiz do Tribunal do Júri e todos foram aceitos.
O primeiro pedido do advogado de defesa foi para que seja respeitada a súmula 11 do Superior Tribunal Federal (STF), que diz não pôr algema no preso se ele não oferecer riscos à ordem pública, mas, se for colocada a algema, é preciso que haja notificação em cima de um fato concreto.

No segundo pedido, Sanderson requereu que o acusado e o defensor tivessem direito de se comunicarem durante o julgamento, fazer apontamentos um para o outro por escrito ou oralmente.

“Para que isso aconteça, é preciso que não tenha entre o advogado e o Hildebrando nenhum obstáculo de ordem física, por exemplo, uma mesa. Isso que se chama plenitude de defesa. Eu pedi ao juiz que providencie um espaço para que eu fique lado a lado com o acusado”, adiantou.
O terceiro requerimento foi para que o juiz garanta ao réu Hildebrando Pascoal que se defenda pelo tempo que ele julgar necessário durante o interrogatório. O quatro pedido é que ex-deputado tenha direito de permanecer no julgamento.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

TJ decide que imprensa terá acesso a julgamento de Hildebrando Pascoal

O Pleno do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) decidiu a imprensa poderá ter acesso ao julgamento do caso Baiano. Os magistrados decidiram que a portaria do juiz do Tribunal do Júri da Comarca de Rio Branco, Leandro Leri Gross, não terá validade para o julgamento que terá como um dos réus, Hildebrando Pascoal.

Cinco membros da corte do Pleno do TJAC afirmaram não ser válida a decisão do juiz que informava que o julgamento do caso Baiano não poderia ser filmado, gravado ou fotografado.

O recurso que pedia que a imprensa tivesse acesso ao julgamento foi protocolado no Tribunal de Justiça pelo advogado do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Acre (Sinjac), Jonathan Santiago no dia 3 deste mês.

O presidente do Sinjac, Marcos Vicentti comemorou a vitória na Justiça. Marcão não estava presente na sessão, mas aguardava ansioso o resultado da ação. “Essa é uma vitória da categoria”, comemorou.

Carta de Hildebrando

No início deste mês, o ex-deputado Hildebrando Pascoal, principal acusado pelo assassinato de Agílson Firmino, o Baiano, enviou uma carta ao juiz Leandro Leri Gross informando que gostaria que o julgamento no qual é réu fosse aberto a imprensa.

Hildebrando dizia na carta que gostaria que o “julgamento dele fosse acompanhado de forma irrestrita pelos meios de comunicação, permitindo também que eu possa registrá-lo por meio áudio-visual”.

Texto: Nayanne Santana