Não quero aqui desmerecer nenhum advogado por sua atuação na defesa dos envolvidos no crime da motosserra. Tão pouco, quero dizer que fulano é melhor que beltrano, mas não posso ficar impassível depois de mais de 80 horas de participação no julgamento do crime da motosserra.
Em setembro, nos três dias que seguiram o julgamento de Hildebrando Pascoal, Adão Libório e Alex Barros foi possível ver que Agilson Firmino, o Baiano foi vítima de esquartejamento com requintes de crueldade, tendo em vista que ele teve braços, pernas e o pênis cortado, além dos olhos perfurados possivelmente por pregos.
No primeiro julgamento a motosserra virou terçado, os assassinos eram os mortos, o culpado pelo esquartejamento foi Hildebrando. Adão e Alex foram absolvidos.
No segundo julgamento em que os réus eram Aureliano Pascoal, Pedro Pascoal e Amaraldo Uchôa (todos absolvidos) mais uma vez foi possível ver coisas que só não me aterrorizavam mais porque aquela altura eu estava anestesiada, mas que choca qualquer cidadão.
O depoimento de Ana Claudia foi impressionante, ela deu nome aos bois, mas de nada adiantou. Os jurados não estavam convencidos de que os assassinos não eram aqueles sentados ali.
Baiano, segundo os jurados, foi morto por quem já morreu o único assassino vivo é Hildebrando.
Agora, depois disso tudo, queria que alguém me explicasse como um crime organizado é articulado por apenas um homem.
Se a família Pascoal tinha motivos para matar Baiano porque só Hildebrando o fez?
Se todos os outros foram absolvidos porque os jurados entenderam que o MPE não conseguiu apresentar provas concretas, por que apenas Hildebrando levou a culpa.
Talvez, porque crimes a mando de Hildebrando tenham mesmo virado tese de defesa ou seria porque os jurados decidiram “sair desse imprensado” e deixaram que o ser superior a todos nós julgue isso.
Enfim, um dia quem sabe nós teremos resposta para essas perguntas.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
A moça, a saia, a faculdade
Texto: Flávio Gomes*
SÃO PAULO (é o fim) – Fiz faculdade entre 1982 e 1985. Faculdade de riquinho, FAAP. Não havia sinal de movimento estudantil ali. Na verdade, com o fim da ditadura, a eleição de Tancredo e a perspectiva de diretas em 1989, o movimento estudantil se enfraqueceu e, sendo bem sincero, foi sumindo aos poucos. Minha atividade mais próxima da subversão foi vender sanduíches naturais para arrecadar dinheiro para uma festa das Diretas.
Hoje, as entidades representativas dos estudantes servem para emitir carteirinhas para a turba pagar meia-entrada em shows e no cinema. Sem um inimigo claro, que no caso das gerações imediatamente anteriores à minha era o governo militar, ficamos sem ter do que reclamar. Porque, no fundo, por conta da politização desses movimentos todos, a questão educacional foi colocada de lado por muitos anos, e deixou de ser prioridade.
Já como repórter, cheguei a cobrir algumas confusões na USP na segunda metade dos anos 80. Sem querer simplificar demais, mas recorrendo ao que minha memória me permite lembrar, o tema central era o aumento do preço do bandejão nos refeitórios da universidade. Deu greve e tudo. Muito pouco. Ainda mais porque, como se sabe, boa parte dos que conseguem chegar à USP vêm de escolas particulares, e o preço do bandejão não chegava a afetar seriamente o orçamento de ninguém.
O caso dessa moça de minissaia da Uniban poderia ser um bom motivo para despertar algum tipo de reação na molecada. De repúdio aos que ofenderam a menina, de reflexão sobre os rumos da universidade, de protesto contra sua expulsão, de perplexidade com o recuo da reitoria por razões obviamente mercantis.
Reitoria… Era palavra respeitada, antigamente. Hoje, os reitores dessas espeluncas mal falam português. A transformação do ambiente universitário em quitandas que vendem diplomas é assustadora. E os estudantes são coniventes. Não exigem ensino de qualidade, compromisso com a educação, porra nenhuma. Querem se formar logo, se possível pagando pouco, e dane-se o mundo.
Fico espantado ao observar como pensa e age essa juventude urbana entre 20 e 25 anos. São fascistóides, hedonistas, individualistas, retardados ao cubo. Basta ver o perfil da menina da minissaia no Orkut. Uma completa debilóide, mas nada diferente, tenho certeza, de seus colegas de faculdade (vejam as “comunidades” às quais ela pertence; coisas como “Gosto de causar, e daí?”, “Sou loira sim, quem me aguenta?”, “Para de falar e me beija logo”, coisas do tipo). O que, evidentemente, não dá a ninguém o direito de fazer o que fizeram com ela. Até porque são todos iguais, idênticos, tontos, despreparados, sem noção.
Aí a Uniban expulsa a menina, dizendo que os alunos que a chamavam de “puta” e queriam bater na coitada estavam “defendendo o ambiente escolar”. Puta que pariu! Como é que pode? Como podem adultos, “educadores”, que teoricamente têm um pouco mais de neurônios em funcionamento, reduzirem a questão a isso? E criticarem a menina porque ela se veste assim ou assado, anda rebolando, “se insinua”?
Pior: muitos, mas muitos mesmo, alunos defenderam a expulsão. Acham que a menina é uma vagabunda que provoca os colegas. Bando de animais, intolerantes, sádicos, hostis, agressivos. Eu nunca deixaria um filho meu estudar numa universidade frequentada por esse tipo de gente e dirigida por cretinos do naipe dos que assinaram a expulsão e, depois, revogaram-na sem revelar o motivo — aquele que nunca será admitido, o prejuízo à imagem dessa porcaria de empresa, sim, empresa, e das mais lucrativas, porque chamar um negócio desses de “universidade” é desmoralizar a palavra.
O Brasil está fodido com essas gerações que vêm por aí. Um caso desses, que poderia trazer à tona discussões importantes sobre o comportamento dos jovens, suas angústias, seus rumos, resume-se ao tamanho da saia da moça e ao seu comportamento “inadequado”, seja lá o que for isso. A educação, neste país, tem sido negligenciada de forma criminosa há décadas. O governo poderia começar a limpar a área por essas fábricas de diploma, que surgem aos montes sem que ninguém se preocupe com o tipo de gente que está à frente delas.
O que se vê hoje, graças a essas faculdades privadas de esquina, sem história e princípios, é uma população cada vez maior de “nível superior” sem nível algum. Um desastre completo. Gente que não pensa, não argumenta, não lê, não raciocina coletivamente, se comporta como gado raivoso, passa o dia punhetando no Orkut e no MSN, escreve “aki”, “facu”, “xurras”, “naum”, “huahsuahsua”, um bando de tontos desperdiçando os melhores anos de suas vida com uma existência vazia, um vácuo intelectual, sob o olhar perplexo de gerações, como a minha, que um dia sonharam em fazer um mundo melhor e, definitivamente, não conseguiram.
Somos todos culpados, no fim. Me incluo.
*Flávio Gomes é Jornalista Esportivo
SÃO PAULO (é o fim) – Fiz faculdade entre 1982 e 1985. Faculdade de riquinho, FAAP. Não havia sinal de movimento estudantil ali. Na verdade, com o fim da ditadura, a eleição de Tancredo e a perspectiva de diretas em 1989, o movimento estudantil se enfraqueceu e, sendo bem sincero, foi sumindo aos poucos. Minha atividade mais próxima da subversão foi vender sanduíches naturais para arrecadar dinheiro para uma festa das Diretas.
Hoje, as entidades representativas dos estudantes servem para emitir carteirinhas para a turba pagar meia-entrada em shows e no cinema. Sem um inimigo claro, que no caso das gerações imediatamente anteriores à minha era o governo militar, ficamos sem ter do que reclamar. Porque, no fundo, por conta da politização desses movimentos todos, a questão educacional foi colocada de lado por muitos anos, e deixou de ser prioridade.
Já como repórter, cheguei a cobrir algumas confusões na USP na segunda metade dos anos 80. Sem querer simplificar demais, mas recorrendo ao que minha memória me permite lembrar, o tema central era o aumento do preço do bandejão nos refeitórios da universidade. Deu greve e tudo. Muito pouco. Ainda mais porque, como se sabe, boa parte dos que conseguem chegar à USP vêm de escolas particulares, e o preço do bandejão não chegava a afetar seriamente o orçamento de ninguém.
O caso dessa moça de minissaia da Uniban poderia ser um bom motivo para despertar algum tipo de reação na molecada. De repúdio aos que ofenderam a menina, de reflexão sobre os rumos da universidade, de protesto contra sua expulsão, de perplexidade com o recuo da reitoria por razões obviamente mercantis.
Reitoria… Era palavra respeitada, antigamente. Hoje, os reitores dessas espeluncas mal falam português. A transformação do ambiente universitário em quitandas que vendem diplomas é assustadora. E os estudantes são coniventes. Não exigem ensino de qualidade, compromisso com a educação, porra nenhuma. Querem se formar logo, se possível pagando pouco, e dane-se o mundo.
Fico espantado ao observar como pensa e age essa juventude urbana entre 20 e 25 anos. São fascistóides, hedonistas, individualistas, retardados ao cubo. Basta ver o perfil da menina da minissaia no Orkut. Uma completa debilóide, mas nada diferente, tenho certeza, de seus colegas de faculdade (vejam as “comunidades” às quais ela pertence; coisas como “Gosto de causar, e daí?”, “Sou loira sim, quem me aguenta?”, “Para de falar e me beija logo”, coisas do tipo). O que, evidentemente, não dá a ninguém o direito de fazer o que fizeram com ela. Até porque são todos iguais, idênticos, tontos, despreparados, sem noção.
Aí a Uniban expulsa a menina, dizendo que os alunos que a chamavam de “puta” e queriam bater na coitada estavam “defendendo o ambiente escolar”. Puta que pariu! Como é que pode? Como podem adultos, “educadores”, que teoricamente têm um pouco mais de neurônios em funcionamento, reduzirem a questão a isso? E criticarem a menina porque ela se veste assim ou assado, anda rebolando, “se insinua”?
Pior: muitos, mas muitos mesmo, alunos defenderam a expulsão. Acham que a menina é uma vagabunda que provoca os colegas. Bando de animais, intolerantes, sádicos, hostis, agressivos. Eu nunca deixaria um filho meu estudar numa universidade frequentada por esse tipo de gente e dirigida por cretinos do naipe dos que assinaram a expulsão e, depois, revogaram-na sem revelar o motivo — aquele que nunca será admitido, o prejuízo à imagem dessa porcaria de empresa, sim, empresa, e das mais lucrativas, porque chamar um negócio desses de “universidade” é desmoralizar a palavra.
O Brasil está fodido com essas gerações que vêm por aí. Um caso desses, que poderia trazer à tona discussões importantes sobre o comportamento dos jovens, suas angústias, seus rumos, resume-se ao tamanho da saia da moça e ao seu comportamento “inadequado”, seja lá o que for isso. A educação, neste país, tem sido negligenciada de forma criminosa há décadas. O governo poderia começar a limpar a área por essas fábricas de diploma, que surgem aos montes sem que ninguém se preocupe com o tipo de gente que está à frente delas.
O que se vê hoje, graças a essas faculdades privadas de esquina, sem história e princípios, é uma população cada vez maior de “nível superior” sem nível algum. Um desastre completo. Gente que não pensa, não argumenta, não lê, não raciocina coletivamente, se comporta como gado raivoso, passa o dia punhetando no Orkut e no MSN, escreve “aki”, “facu”, “xurras”, “naum”, “huahsuahsua”, um bando de tontos desperdiçando os melhores anos de suas vida com uma existência vazia, um vácuo intelectual, sob o olhar perplexo de gerações, como a minha, que um dia sonharam em fazer um mundo melhor e, definitivamente, não conseguiram.
Somos todos culpados, no fim. Me incluo.
*Flávio Gomes é Jornalista Esportivo
sábado, 7 de novembro de 2009
Polícia nega morte de assaltante do BB

Após o tiroteio ocorrido na noite de sexta-feira, dia 6, na balsa do rio Purus surgiu à possibilidade de um dos envolvidos no assalto ter sido baleado. Segundo informações da tenente Marilena Chaves, depois de algum tempo de troca de tiros entre policiais e assaltantes os disparos cessaram do lado onde estavam os envolvidos no assalto.
A tenente informou que naquele momento a polícia acreditou que um dos envolvidos poderia ter sido atingido, mas não entrou na mata durante a noite porque poderia ser isca fácil para os assaltantes.
Na manhã deste sábado os policiais realizaram uma varredura na mata onde estavam os envolvidos no assalto, mas nada foi encontrado.
O coronel Romário Célio também disse desconhecer a informação de que um dos envolvidos poderia ter sido morto após troca de tiros com os policiais.
Texto: Nayanne Santana
Foto: Gleyciano Rodrigues (Agência A Gazeta.Net)
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Na próxima semana acontece segunda fase de julgamento do caso Baiano
Texto: Gilberto Lobo
A segunda parte do caso Baiano será realizada nesta segunda-feira, dia 9. Serão submetidos a júri popular os réus Pedro Pascoal Duarte Pinheiro, Aureliano Pascoal Duarte Pinheiro e Amaraldo Uchoa Pinheiro.
Eles foram denunciados e pronunciados com Hildebrando Pascoal Nogueira Neto, Adão Libório de Albuquerque, Alex Fernandes Barros. Tais acusados são suspeitos de terem assassinato o mecânico Agílson Santos Firmino, o Baiano, em julho de 1996.
No dia 12 de novembro, será o julgamento no qual Pedro Pascoal é acusado pelo assassinato de Wilder Firmino, filho de Agílson Firmino, também ocorrido em julho de 1996. Conforme laudo de exumação, Baiano teve seus membros superiores e inferiores amputados por motosserra, sofreu golpes de facas e foi alvejado com diversos disparos de arma de fogo.
E, como no julgamento de Hildebrando Pascoal, uma equipe de repórteres e de cinegrafistas da TV Justiça fará a cobertura do júri. A TV Justiça será responsável pela captação de todas as imagens no interior do Tribunal do Júri e responsabilizar-se-á por repassar o conteúdo a todos os veículos de comunicação que tiverem interesse, como já divulgado pela assessoria do Tribunal de Justiça.
O acusado Pedro Pascoal apresentou-se na Vara do Tribunal do Júri no mês passado e foi comunicado sobre a decisão do Juiz Leandro Gross. O réu foi conduzido por oficial de Justiça do Poder Judiciário do Acre até o quartel da Polícia Militar, no Centro de Rio Branco, onde cumpre prisão preventiva.
O julgamento de Pedro teria que ter sido realizado no dia 21 de setembro deste ano, mas o Pascoal apresentou atestado médico, justificando suposta doença e internação que ainda não foi esclarecida por perícia do Instituto Médico Legal e pelo Conselho Regional de Medicina (CRM).
A segunda parte do caso Baiano será realizada nesta segunda-feira, dia 9. Serão submetidos a júri popular os réus Pedro Pascoal Duarte Pinheiro, Aureliano Pascoal Duarte Pinheiro e Amaraldo Uchoa Pinheiro.
Eles foram denunciados e pronunciados com Hildebrando Pascoal Nogueira Neto, Adão Libório de Albuquerque, Alex Fernandes Barros. Tais acusados são suspeitos de terem assassinato o mecânico Agílson Santos Firmino, o Baiano, em julho de 1996.
No dia 12 de novembro, será o julgamento no qual Pedro Pascoal é acusado pelo assassinato de Wilder Firmino, filho de Agílson Firmino, também ocorrido em julho de 1996. Conforme laudo de exumação, Baiano teve seus membros superiores e inferiores amputados por motosserra, sofreu golpes de facas e foi alvejado com diversos disparos de arma de fogo.
E, como no julgamento de Hildebrando Pascoal, uma equipe de repórteres e de cinegrafistas da TV Justiça fará a cobertura do júri. A TV Justiça será responsável pela captação de todas as imagens no interior do Tribunal do Júri e responsabilizar-se-á por repassar o conteúdo a todos os veículos de comunicação que tiverem interesse, como já divulgado pela assessoria do Tribunal de Justiça.
O acusado Pedro Pascoal apresentou-se na Vara do Tribunal do Júri no mês passado e foi comunicado sobre a decisão do Juiz Leandro Gross. O réu foi conduzido por oficial de Justiça do Poder Judiciário do Acre até o quartel da Polícia Militar, no Centro de Rio Branco, onde cumpre prisão preventiva.
O julgamento de Pedro teria que ter sido realizado no dia 21 de setembro deste ano, mas o Pascoal apresentou atestado médico, justificando suposta doença e internação que ainda não foi esclarecida por perícia do Instituto Médico Legal e pelo Conselho Regional de Medicina (CRM).
Assalto mobiliza polícia no AC
Bando pode ter levado R$ 1 milhão de agência do BB
Nayanne Santana, RIO BRANCO
Há cinco dias, mais de cem homens das Polícias Militar, Civil e do Batalhão de Operações Especiais (Bope) do Acre tentam capturar uma quadrilha de assaltantes de banco. Após roubar uma quantia milionária em uma agência do Banco do Brasil em Feijó - município com 32 mil habitantes, localizado a 334 km da capital -, o bando se refugiou em mata fechada e houve tiroteios na região. Ontem à tarde, três suspeitos foram presos, mas um foi liberado.
Na sexta-feira passada, pelo menos seis homens invadiram a agência. Antes da fuga, os assaltantes levaram as fitas com as imagens feitas pelas câmeras de segurança. Outros equipamentos, no entanto, registraram a ação. De acordo com a polícia, três suspeitos foram detidos. Continuam presos o ex-presidiário Eurico do Nascimento e outro comparsa. No dia da ação, o bando fez reféns na agência e roubou veículos para seguir pela BR-364, onde se esconderam nas proximidades do Rio Purus, entre os municípios de Sena Madureira e Manoel Urbano.
Um sargento da PM sumiu nas águas do rio após ser atingido por um tiro de fuzil no pescoço, na madrugada de terça-feira. Ele estava em uma balsa, quando houve tiroteio. "Os bombeiros estão trabalhando no local, mas sabemos que há a possibilidade de o sargento estar morto", lamentou o comandante-geral da PM, Romário Célio. Na terça-feira, Célio se deslocou para a região do esconderijo, de onde conduz a operação de busca dos suspeitos.
Embora não confirme valores, a Polícia Civil estima um roubo milionário. "Há a hipótese de o grupo ter levado R$ 1 milhão, mas o banco informou que o valor é inferior. As investigações não descartam nenhuma possibilidade até que o caso seja encerrado", informou a Polícia Civil, em nota.
OBS: Esse texto foi publicado originalmente no jornal Estadão.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091105/not_imp461448,0.php
Nayanne Santana, RIO BRANCO
Há cinco dias, mais de cem homens das Polícias Militar, Civil e do Batalhão de Operações Especiais (Bope) do Acre tentam capturar uma quadrilha de assaltantes de banco. Após roubar uma quantia milionária em uma agência do Banco do Brasil em Feijó - município com 32 mil habitantes, localizado a 334 km da capital -, o bando se refugiou em mata fechada e houve tiroteios na região. Ontem à tarde, três suspeitos foram presos, mas um foi liberado.
Na sexta-feira passada, pelo menos seis homens invadiram a agência. Antes da fuga, os assaltantes levaram as fitas com as imagens feitas pelas câmeras de segurança. Outros equipamentos, no entanto, registraram a ação. De acordo com a polícia, três suspeitos foram detidos. Continuam presos o ex-presidiário Eurico do Nascimento e outro comparsa. No dia da ação, o bando fez reféns na agência e roubou veículos para seguir pela BR-364, onde se esconderam nas proximidades do Rio Purus, entre os municípios de Sena Madureira e Manoel Urbano.
Um sargento da PM sumiu nas águas do rio após ser atingido por um tiro de fuzil no pescoço, na madrugada de terça-feira. Ele estava em uma balsa, quando houve tiroteio. "Os bombeiros estão trabalhando no local, mas sabemos que há a possibilidade de o sargento estar morto", lamentou o comandante-geral da PM, Romário Célio. Na terça-feira, Célio se deslocou para a região do esconderijo, de onde conduz a operação de busca dos suspeitos.
Embora não confirme valores, a Polícia Civil estima um roubo milionário. "Há a hipótese de o grupo ter levado R$ 1 milhão, mas o banco informou que o valor é inferior. As investigações não descartam nenhuma possibilidade até que o caso seja encerrado", informou a Polícia Civil, em nota.
OBS: Esse texto foi publicado originalmente no jornal Estadão.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091105/not_imp461448,0.php
CPI investiga tráfico de meninas para Bolívia e Peru
Texto: Gilberto Lobo
Muitos casos de abusos sexuais foram denunciados à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia, mas nenhuma denúncia, como ressaltou o deputado Luiz Tchê, levou a CPI e a polícia às pessoas que lideram a rede de pedofilia do Estado. “Queremos saber quem é o peixe grande da pedofilia no Acre”, disse.
Segundo o parlamentar, as denúncias à CPI têm aumentado constantemente, no entanto, são casos isolados sem conexão entre si. São abusos sexuais contra menores cometidos por familiares.
“Dessa forma, estamos entre a delegacia e a Justiça, porque investigamos e descobrimos muitas coisas sobre essas denúncias, mas não temos poder de polícia para mandar prender ninguém”, explicou.
Os deputados também investigam tráfico de menores para países vizinhos, como Bolívia e Peru. Há informações de que uma cafetina agencia meninas e prostíbulos na fronteira. A revelação foi feita por um vereador de Acrelândia. “Fomos à Bolívia e procuramos pistas sobre esses casos”, acrescentou Tchê.
Relatórios de empresas de transportes aéreos foram pedidos pelos membros da comissão para saber o fluxo de turistas e o número de menores que viajam sem a presença dos pais. “O problema é que nem todas enviaram essas informações”, declarou o deputado.
Outra oitiva que gerou polêmica que gerou polêmica foi a de uma menina de 17 anos, mas que diz ter sofrido abuso aos 13 anos. Conforme o depoimento da mãe da vítima, o agressor teria sido um dono de motel de Rio Branco. A menor revelou ainda que o empresários mantinha câmeras nos quartos do motel. Os vídeos eram assistidos em sessões com amigos do acusado.
De acordo com o depoimento da vítima, ela e uma amiga - esta também acusada de prostituição na Espanha - teriam falsificado um exame de gravidez em uma lan house para poder fazer chantagem ao empresário. O fato foi denunciado à Justiça.
Pianko
O assessor especial do governo Francisco Pianko ainda não tem data marcada para ser ouvido na CPI. Mais uma testemunha será ouvida e só depois o depoimento do acusado será marcado.
Outros acusados também serão levados à CPI quando todos os acusadores forem ouvidos.
No Acre, há 15 pontos vulneráveis de exploração sexual infantil
Pesquisa de mapeamento da Polícia Rodoviária Federa, aponta quase dois mil pontos vulneráveis de exploração sexual de menores nas estradas federais do Brasil. No Acre, a PRF fiscaliza esses pontos e foram mapeados 15 pontos.
No mapeamento, foram identificados que a cada 27 quilômetros existe um ponto vulnerável de exploração sexual infantil nas estradas federais. A pesquisa trabalha com os locais em que a PRF flagrou ou recebeu denúncia de menores de 18 anos.
A pesquisa foi uma parceria com a Organização Internacional do Trabalho. Os estados que encabeçam a lista são: Minas Gerais, com 290 pontos de exploração infantil; e Rio Grande do Sul, com 217. Os dois estados têm grandes malhas viárias. Minas Gerais, 290 pontos de exploração sexual infantil. Rio Grande do Sul, 217 pontos de exploração sexual infantil.
De acordo com o inspetor da PRF do Acre, Peregrino Silveira Lima, as ações de combate e de prevenção são constantes. Mas é preciso políticas públicas mais efetivas e de parceria com fiscalização dos juizados, conselhos tutelares e outros órgãos responsáveis de proteção à criança e ao adolescente. Os dados da pesquisa serão encaminhados aos órgãos competentes para que tomem medidas de prevenção e de combate à exploração sexual infantil.
Muitos casos de abusos sexuais foram denunciados à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia, mas nenhuma denúncia, como ressaltou o deputado Luiz Tchê, levou a CPI e a polícia às pessoas que lideram a rede de pedofilia do Estado. “Queremos saber quem é o peixe grande da pedofilia no Acre”, disse.
Segundo o parlamentar, as denúncias à CPI têm aumentado constantemente, no entanto, são casos isolados sem conexão entre si. São abusos sexuais contra menores cometidos por familiares.
“Dessa forma, estamos entre a delegacia e a Justiça, porque investigamos e descobrimos muitas coisas sobre essas denúncias, mas não temos poder de polícia para mandar prender ninguém”, explicou.
Os deputados também investigam tráfico de menores para países vizinhos, como Bolívia e Peru. Há informações de que uma cafetina agencia meninas e prostíbulos na fronteira. A revelação foi feita por um vereador de Acrelândia. “Fomos à Bolívia e procuramos pistas sobre esses casos”, acrescentou Tchê.
Relatórios de empresas de transportes aéreos foram pedidos pelos membros da comissão para saber o fluxo de turistas e o número de menores que viajam sem a presença dos pais. “O problema é que nem todas enviaram essas informações”, declarou o deputado.
Outra oitiva que gerou polêmica que gerou polêmica foi a de uma menina de 17 anos, mas que diz ter sofrido abuso aos 13 anos. Conforme o depoimento da mãe da vítima, o agressor teria sido um dono de motel de Rio Branco. A menor revelou ainda que o empresários mantinha câmeras nos quartos do motel. Os vídeos eram assistidos em sessões com amigos do acusado.
De acordo com o depoimento da vítima, ela e uma amiga - esta também acusada de prostituição na Espanha - teriam falsificado um exame de gravidez em uma lan house para poder fazer chantagem ao empresário. O fato foi denunciado à Justiça.
Pianko
O assessor especial do governo Francisco Pianko ainda não tem data marcada para ser ouvido na CPI. Mais uma testemunha será ouvida e só depois o depoimento do acusado será marcado.
Outros acusados também serão levados à CPI quando todos os acusadores forem ouvidos.
No Acre, há 15 pontos vulneráveis de exploração sexual infantil
Pesquisa de mapeamento da Polícia Rodoviária Federa, aponta quase dois mil pontos vulneráveis de exploração sexual de menores nas estradas federais do Brasil. No Acre, a PRF fiscaliza esses pontos e foram mapeados 15 pontos.
No mapeamento, foram identificados que a cada 27 quilômetros existe um ponto vulnerável de exploração sexual infantil nas estradas federais. A pesquisa trabalha com os locais em que a PRF flagrou ou recebeu denúncia de menores de 18 anos.
A pesquisa foi uma parceria com a Organização Internacional do Trabalho. Os estados que encabeçam a lista são: Minas Gerais, com 290 pontos de exploração infantil; e Rio Grande do Sul, com 217. Os dois estados têm grandes malhas viárias. Minas Gerais, 290 pontos de exploração sexual infantil. Rio Grande do Sul, 217 pontos de exploração sexual infantil.
De acordo com o inspetor da PRF do Acre, Peregrino Silveira Lima, as ações de combate e de prevenção são constantes. Mas é preciso políticas públicas mais efetivas e de parceria com fiscalização dos juizados, conselhos tutelares e outros órgãos responsáveis de proteção à criança e ao adolescente. Os dados da pesquisa serão encaminhados aos órgãos competentes para que tomem medidas de prevenção e de combate à exploração sexual infantil.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Polícia troca tiros com assaltante do BB às margens do Rio Purus
A Segurança Pública do Acre está mobilizada na caçada aos homens que assaltaram em Feijó o Banco do Brasil na sexta-feira, dia 30. Por volta das 20h30 desta quarta-feira, dia 4, policiais trocaram tiros com os assaltantes. O tiroteio aconteceu às margens do rio Purus e durou cerca de uma hora.
O clima segue tenso em Sena Madureira. Os moradores temem a ação dos bandidos e estão trancados dentro de casa.
De acordo com o portal de notícias Contilnet, os familiares do sargento Josimar, baleado na terça-feira, precisaram deitar-se no chão às margens do rio para escapar das balas trocadas entre policiais e assaltantes na noite de quarta-feira.
O portal informava que os familiares do militar estavam no local para auxiliar nas buscas ao sargento, desaparecido desde a manhã de terça-feira.
A Polícia Civil informou que a comunicação com os policias que estão nas proximidades do rio Purus é muito ruim. No local, estão atuando cinco equipes da PM e três da polícia civil.
Acusados presos
Até a noite desta quarta-feira, dois homens acusados de fazer parte da quadrilha foram presos pela Polícia Militar. Um deles está detido no quartel da PM de Feijó.
O clima segue tenso em Sena Madureira. Os moradores temem a ação dos bandidos e estão trancados dentro de casa.
De acordo com o portal de notícias Contilnet, os familiares do sargento Josimar, baleado na terça-feira, precisaram deitar-se no chão às margens do rio para escapar das balas trocadas entre policiais e assaltantes na noite de quarta-feira.
O portal informava que os familiares do militar estavam no local para auxiliar nas buscas ao sargento, desaparecido desde a manhã de terça-feira.
A Polícia Civil informou que a comunicação com os policias que estão nas proximidades do rio Purus é muito ruim. No local, estão atuando cinco equipes da PM e três da polícia civil.
Acusados presos
Até a noite desta quarta-feira, dois homens acusados de fazer parte da quadrilha foram presos pela Polícia Militar. Um deles está detido no quartel da PM de Feijó.
Entres os presos, Eurico do Nascimento, que, segundo informações, teria negado que atirou no sargento da PM Josimar Costa Moreira, de 39 anos. O militar foi atingido por um tiro de fuzil no início da manhã de terça-feira, dia 3.
A polícia informa que sargento continua desaparecido nas águas do rio Purus, local onde caiu logo após ser atingido pelo projétil. Bombeiros estão atuando nas buscas pelo sargento.
Troca de equipes
O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Romário Célio, lidera a maior mobilização policial registrada no Acre. Cerca de cem policias entre civis, militares do batalhão de Operações Especiais (Bope) e investigadores do serviço secreto da PM atuam na busca ao bando.
As equipes voltaram a contar com o suporte do helicóptero do governo do Estado nesta quarta-feira. Na terça-feira, as buscas áreas foram suspensas por causa da forte chuva que caía na região onde os assaltantes estão escondidos.
Segundo a Polícia Civil, hoje haverá troca de equipes que buscam os assaltantes na região entre os municípios de Sena Madureira e Manoel Urbano.
Até o fechamento desta edição, a polícia informava que os envolvidos no assalto permaneciam dentro da mata, tentando escapar do cerco policial.
A polícia não divulgou o valor roubado da agência por acreditar que isso pode interferir nas investigações.
“O que podemos informar é que estamos trabalhando com todas as hipóteses, mas o Banco do Brasil afirma que o valor roubado é inferior ao divulgado pela imprensa, que foi de R$ 1 milhão. Mesmo assim, todos os valores fazem parte das investigações”, informou a assessoria da Polícia Civil.
Fotos: Gleycianos Rodrigues (A Gazeta.Net)
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