quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Antes de partir

A última vez que vim por aqui era setembro, dia 13, ainda vivia aquela eloquência dos 10 anos do 11 de setembro e todo aquele blá, blá, blá que nós sabemos.

Outubro foi um mês intenso: trabalho, perdas, lua de mel no paraíso de Jericoacoara, viagem a Manaus a trabalho e retorno ao Acre depois de quase 20 dias longe (somando lua de mel e a viagem a MAO).

Novembro chegou bem apressado e já passamos de sua primeira quinzena. Entre sustos, cansaços, surpresas e celebrações posso dizer que sobrevivi a todas as emoções.

Certo que hoje não é meu melhor dia e tô combinando com o dia cinzento que faz no Acre, por um caso raro, porque o calor nas Terras de Galvez anda castigando. Mas, enfim, são nos meus dias cinzentos que mais gosto de dedilhar teclados de computador.

A minha volta ao “lar abandonado”, o meu refúgio de palavras, se deu porque estou escutando incessantemente o segundo CD de Marcelo Camelo – Toque Dela. Nem precisa dizer que aprecio em demasia a singularidade do Camelo e essa voz tão mansa, tão íntima, daquelas que toca direitinho no coração.

Contudo, não vim resenhar Toque Dela. O motivo é outro. Nas férias/lua de mel no lindo Ceará tive a oportunidade única de assistir (de graça) um show de outro Marcelo que também gosto muito do trabalho: Marcelo Jeneci.

Foi das coisas mais marcantes dessa lua de mel e por inúmeros motivos, mas vou destacar dois deles: Amo a música de Jeneci e uma dessas músicas (Pra Sonhar) tem significado especial para meu casamento.

Mas Jeneci e Camelo tem algo em comum, não têm apenas o mesmo nome e nem minha admiração musical. Descobri que eles fazem parte de uma meta minha, daquelas pessoais e intransferíveis.

Eles acabam de entrar na minha lista de coisas para fazer antes de deixar a vida terrena e esse texto é meu contrato – podem dizer que sou louca. Sou mesmo! rs

Então, antes de deixar esse corpo moreno minha meta (entre tantas outras) é ir a um show de Marcelo Camelo ou do Los Hermanos (e 2012 tem turnê e eles cantarão em Fortaleza – será, gente? Eu ia amar), ir também num show de duas lindas: Vanessa da Mata e Tulipa Ruiz. Ah, tem também Lenine. Seria injusto não tê-lo aqui.

Jeneci já me brindou com um show sensacional, inesquecível e todos os outros adjetivos que possam expor grandiosidade, felicidade e todos os bons sentimentos.

Minha lista tá singela, são só cantores nacionais – se rolar Adele, aí a nêga pira haha -. Mas vocês não sabem o quanto de significado tem pra mim. Música é um tipo de coisa que só entra na minha vida se tiver significado, se fixar moradia no meu coração mesmo. Eles conseguiram isso, cada um com seu modo.
Por isso, o post encerra com uma música do novo CD de Marcelo Camelo – e foi difícil eleger uma.

Vermelho

“Às vezes eu só quero descansar
Desacreditar no espelho
Ver o sol se pôr vermelho”




terça-feira, 13 de setembro de 2011

Apps meus: #Twidroyd Legacy


Cansada de me estressar com o #TweetDeck, #Seesmic e sem sequer conseguir logar no #HootSuit decidi buscar outro aplicativo para acessar o Twitter no meu android.

O bendito Google me ajudou a acha uma lista que, em meio a todos os aplicativos que citei – e me estressei- anteriormente, tinha um app que nunca eu tinha ouvido falar: Twidroyd. (Clique aqui para baixar)
Rapidamente peguei o celular, acessei o Market e fui ‘upar’ o aplicativo para ver se, pelo menos, teria menos estresse que com os anteriores.

A princípio, confesso, achei a letrinha miudinha demais, o layout muito bruto, porém logo verifiquei a facilidade de navegação e melhor agregava ferramentas que os outros apps não possuem. Ou o Seesmic tinha ou TweetDeck tinha. No Twidroyd reúne tudo. Por exemplo: auto completar, retuitar citando todos, acesso as hashtags, entre outros.


O Twidroyd tem opções de postagens de fotos (Yfrog, Plixi, Twitpic, Twitgoo, Posterous) e vídeos (Yfrog, Vidly.com, Posterous, Twitvid.com). E, opções de encurtador de URL (TinyURL, is.gd e Bit.ly).

Quando apresentei o Twidroyd ao meu marido foi que vimos que ele aumentava a fonte dos tuítes e tinha a possibilidade de atualização da timeline a cada UM minuto.

Sabe por que esse UM em caixa alta? Gente, eu detestava a leseira de atualização do Seesmic, por exemplo, que a mais rápida é a cada cinco (longos) minutos.

Só quem é viciado em Twitter - como eu - sabe o quanto de coisas se passa numa timeline em cinco minutos. Pode nascer ou morrer alguém, uma miss universo pode ser eleita, um tremor de terra pode ser sentido e anunciado....É uma ‘pá de coisa’ e por isso, eu não poderia ficar refém dessa leseira.

Baixei o Twidroyd Legacy, gostei e por uma dica do maridão resolvi externar isso no blog, que nem trata sobre tecnologias, mas que abrirá essa brechinha sempre que julgar necessário a partir de agora. Mas, aviso logo: sem pretensões porque nem sou uma expert em apps e afins. Sou apenas uma “cri-cri” que gosta de compartilhar.

Outro motivo foi a falta de resenhas sobre o Twidroyd Legacy – minha opinião - que é tão bacana, mas pouco conhecido.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Pra (re)lembrar


20 Anos Blues
Elis Regina

Composição: Vitor Martins e Sueli Costa





Ontem de manhã quando acordei
Olhei a vida e me espantei
Eu tenho mais de 20 anos
E eu tenho mais de mil perguntas sem respostas
Estou ligada num futuro blue
Os meus pais nas minhas costas
As raízes na marquise
Eu tenho mais de vinte muros
O sangue jorra pelos furos pelas veias de um jornal
Eu não te quero
Eu te quero mal
Essa calma que inventei, bem sei
Custou as contas que contei
Eu tenho mais de 20 anos
E eu quero as cores e os colírios
Meus delírios
Estou ligada num futuro blue
Os meus pais nas minhas costas
As raízes na marquise
Eu tenho mais de vinte muros
O sangue jorra pelos furos pelas veias de um jornal
Eu não te quero
Eu te quero mal
Ontem de manhã quando acordei
Olhei a vida e me espantei
Eu tenho mais de 20 anos


Nota: Hoje acordei com essa linda canção interpretada pela Elis Regina colada na minha cabeça. Compartilho via blog porque acho que relembrar coisas boas sempre é saudável e quem tem mais de 20 anos e já se viu cheio de porquês poderá ser capaz de me entender.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Bio

Sou o silêncio, o esporro, a fala.
Tenho medo e certeza.
Sou música casada com um músico.
As vezes certeza, outras dúvidas.
Sou lágrimas e sorrisos.
Margem e mansidão.
O pontual, sem meio-termos.
Admiro o sensato,
Embora nem sempre me pertença.
Abomino a ignorância conceitual.
Sou a soma de meus atos, meus erros, minhas insanidades.
Às vezes interrogação, outras exclamação.
Algumas súplicas, algumas memórias.
Boa histórias,
Um punhado de tragédias,
Muitas lições.
Não tenho definição.
Sou tudo isso.
Ou não....

O epitáfio será o ponto final (ou será inicial)
Um dia recomeço.

Dica sonora



Todos os Caminhos

Lenine
Composição: Lenine/Dudu Falcão

Eu já me perguntei se o tempo poderá realizar meus sonhos e desejos, será que eu já não sei por onde procurar ou todos os caminhos dão no mesmo e o certo é que eu não sei o que virá só posso te pedir que nunca se leve tão a sério nunca se deixe levar, que a vida é parte do mistério, é tanta coisa pra se desvendar.

Por tudo que eu andei e o tanto que faltar, não dá pra se prever nem o futuro, o escuro que se vê quem sabe pode iluminar os corações perdidos sobre o muro e o certo que eu não sei o que virá, só posso te pedir que nunca se leve tão a serio, nunca se deixe levar que a vida, a nossa vida passa e não há tempo pra desperdiçar.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Uma dose de boemia

O amor do homem por vezes não cabe só no coração. Ás vezes precisa se jogar num copo, num cigarro e num rascunho de palavras perdidas.

Ao boêmio não basta apenas amar.

O boêmio tem necessidade de expor sua insanidade por meio das palavras, dos goles de uma bebida e da insensatez da mesa de bar.


Nota: Um texto despretensioso que surgiu de maneira inesperada. 
(São muitos adjetivos para uma frase, mas uma frase bem honesta) 
Não sou de escrever rascunhos assim, mas ousei postar.

domingo, 3 de julho de 2011

E quando o problema não é o outro?

É tão fácil e cômodo colocar a culpa no outro por seu fracasso, sua estagnação e tudo o mais de negativo que há na sua vida.

Mas alguma vez você. Sim. Você que tem dedinho firme para acusar o outro, parou para pensar que o defeito pode estar na mão a qual esse dedo pertence: em você!

Falo isso por conhecimento de causa.

Antes eu adorava culpar outras pessoas pelas minhas frustrações. Só que um belo dia eu parei para avaliar certas situações e vi que eu era uma verdadeira sabotadora da minha felicidade.

Pois é. Vi que eu me acomodava as atitudes alheias e usava isso para justificar o injustificável; Eu estava acostumada a culpar os outros pelas minhas escolhas erradas.

Ah, mas isso tem uma cura libertadora.

Passei a ver como eu queria a minha vida. Sim. A vida é minha. E Deus, o ser superior a todos nós me deu uma coisa preciosa: livre arbítrio.  - Deus deu isso a você também - #ficadica 

Depois de me atentar a esse fato percebi que eu poderia muito bem tomar as rédeas da minha vida. Assim como poderia fazer escolhas no trabalho, poderia fazer na minha vida pessoal.

Comecei a fazer mudanças estruturais e parti para a ousadia. Assumi o controle da situação. Isso mudou minha vida.

Hoje tenho uma relação muito mais franca e segura comigo mesma, com os amigos e com meu companheiro, amor, marido.

Agora, meu bem, se você ficar fazendo de cada pedrinha que aparece em seu caminho uma montanha. Bom, aí vai ser difícil.

Você tende a ser uma forte candidata a num futuro não muito distante ser amarga, só e bem chata...#sinceridade

Pare de usar a inércia alheia para justificar a sua! Reaja, interaja, supere-se e melhor: surpreenda-se!