terça-feira, 26 de abril de 2011

Marcelo Jeneci canta Felicidade

"Tem vez que as coisas pesam mais do que a gente acha que pode aguentar.
Nessa hora fique firme, pois tudo isso logo vai passar."


Esse cantor e compositor é a minha nova paixão musical.
Dediquei parte da minha manhã para fuçar sobre ele e me surpreendi com suas composições.
Depois de Tulipa Ruiz achei que ninguém, tão cedo, roubaria o espaço de "preferidos" na minha playlist mas, eis que conheci Jeneci.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

O Acre e seus "aplicativos"

Viver no Acre é bom, mas cada vez mais está sendo necessário aderir a novos “aplicativos”.
Isso significa dizer que nesta região da Amazônia Ocidental precisa-se de um arsenal básico para viver um pouco melhor. Vejamos:

Para quem gosta de ficar bem informado e também busca entretenimento (precisa adquirir uma TV por assinatura e/ou uma antena parabólica. Isso porque estamos num fuso horário diferente de Brasília e os programas aqui são exibidos gravados!

Outra necessidade é a contratação de serviços de internet – Pagamos caro e temos um serviço pífio. Mas, precisamos dessa ferramenta para agilizar contatos com outros estados, para manter informações e inclusive para baixar filmes. Sim, porque o que chamamos de cinema em Rio Branco só traz os filmes lançamento depois que Brasil e Bolívia já estão com os cartazes desbotados nas vitrines de seus cinemas.

Então, chegamos a um veículo próprio porque se é para pagar R$ 2,40 numa passagem de ônibus, torna-se mais viável pagar R$ 2.90 por um litro de gasolina.

Abro aqui um parêntese para compartilhar com vocês o que um amigo me disse. Ele mora no bairro Tropical e trabalha no Abrahão Alab, para fazer esse trajeto de ir e voltar ao trabalho ele gasta R$ 50 de gasolina por semana. 

Tá, se ele fosse de ônibus gastaria com passagem de ida e volta R$ 28,80 (semana). Contudo, estaria num ônibus lotado, tendo que, na maior parte das vezes seguir a viagem em pé, sem ar-condicionado e ainda tem aqueles “aborrecentes” que teimam em carregar consigo caixinhas de som e celulares com o som nas alturas e sempre com músicas que você odeia.

 De carro você anda na companhia de pessoas que gosta, ou só. Ouve a música que te agradada e ainda evita ouvir conversas constrangedoras de pessoas que você nunca viu. Fica sentado com o ar correndo pelas janelas ou curtindo uma temperatura agradável possibilitada pelo ar-condicionado.
Mas aí você diz: E por que não adquirir uma bike? 

Simples, meu caro leitor: No Acre só há duas estações: aquela que chove todos os dias ou que o sol parece que está junto a sua cabeça devido ao calor insuportável e que ainda traz consigo muita, mas muita fumaça. Fica inviável manter o “glamour” nessas condições.

Tem a motos como condução alternativa. Baratas e que consomem menos gasolina, mas muito perigosas (dependendo de quem a conduz).

Nessa história, nós que somos assalariados perdemos uma boa parcela do salário para tentar ter uma vidinha mais ou menos.

E ainda tem conta de luz, que é um roubo e temos um serviço ridículo. Temos a conta de telefone fixo e celular. Gastos com alimentação, gastos com entretenimento cultural, jantares e almoços, aquele sorvetinho e tantas outras “cositas mas”

Enfim, ‘a casa caí fácil’ aqui no Acre para quem trabalha muito e ganha pouco.

* Utilizei a palavra “aplicativos” numa alusão ao que utilizamos na web para acessar redes sociais e outras ferramentas que gostamos.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Rascunho sobre mim


Sou um amontoado de pensamentos soltos
Que teimo em transformar em palavras
Sou as frases exageradas
Os olhos que se entregam
E que por vezes me fazem perder a luta
Mas tenho fé exacerbada
Se caio, logo levanto
Trago comigo cicatrizes
Perdas
Mas tenho grandes e pequenas vitórias.

Desse todo que eu sou 
Construo a minha fortaleza

Hoje eu aprendi que não preciso fazer sentido.
Preciso apenas seguir fiel aos meus conceitos,
Àquilo que creio.
Oferecendo um afago aos que me querem bem
Sendo um instrumento da paz.
Porque nunca é tarde para dar início a uma nova jornada.





Deixa entrar


Abra a janela
Deixa o sol entrar
Vem ver a vida que antes tu admiravas pela janela

Veste a casa
Perfuma a alma
Pinta-se de rubro

Incendeia as mágoas
Acende os incensos
Distribui teus sorrisos
Porque é chegada a hora da tua aurora
Agora a felicidade vai te entorpecer
A felicidade vai te ensandecer

Essa será minha nova rotina
Te querer
Te amar
Te fazer rejuvenecer

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Reajuste

 CMT decide aumentar a tarifa para R$ 2,65

Freud Antunes, do Jornal A Tribuna

O Conselho Municipal de Transporte (CMT) aprovou na tarde de ontem na sede do Sest/Senat o reajuste da tarifa de ônibus, passando de R$ 1,90 para R$ 2,65. Uma elevação de quase 40%.
Segundo os empresários, os R$ 0,75 a mais tem o objetivo de garantir o equilíbrio econômico e financeiro. A justificativa é que as empresas estavam há mais de três anos sem aumento.
A decisão da CMT será encaminhada ao prefeito Raimundo Angelim que poderá acatar ou reduzir o valor proposto, fixando um novo preço a ser cobrado pelo transporte público.
A tarifa de R$ 2,65 foi defendida pelo presidente do Sindicato das Empresas em Transporte Coletivo (Sindcol), Ricardo Moura, alegando que os reajustes salariais, o diesel e os impostos pesavam no bolso dos empresários.
“Contratamos uma empresa que elaborou uma planilha, em que se chegou a R$ 2,65. É claro que esse valor garante investimentos que podem ou não ser implementados. Se esse aumento for implementado, não teremos mais a discussão sobre transporte coletivo, então nosso relatório é técnico, protocolado em novembro”, disse o representante do Sindcol.

Matéria completa na edição de terça-feira do Jornal A Tribuna

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Rascunho das horas


Nos dias como esses que nada é certo, que nada está no lugar
Eu sou queria que não fosse mais um dia desses.
Fico aqui empurrando as horas com olhos de lamentações.
Se elas não passam, por que então não voltam ao tempo em que tudo estava em seu devido lugar?
E ficamos assim, uma ao lado da outra sem perceber como as únicas companheiras nessas dúvidas e incertezas.
Ela faz a parte dela e eu organizo a confusão do meu universo para que no momento exato eu consiga estar pronta.
O reinado dela acaba quando nascer outro dia.
As minhas dúvidas descansam.
Nem ela, nem eu. 
Ambas não cessam - adormecem e reiniciam, juntas!
São amigas e inimigas íntimas.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Difusora Acreana: causando nas ondas da timeline do Twitter

Eram 14 horas de um domingo nublado e eu decidi ir almoçar. Até aí, tudo bem.
Quando cheguei na cozinha ouço Justin Bieber na Rádio Difusora Acreana – a Voz das Selvas – e tomo aquele susto! 

Vou até o quarto do meu avô Costa para conferir a bizarrice e eureka! Estava mesmo tocando Justin Bieber.
Na mesma hora tuito a “macacada” da rádio que eu ouço desde os 6 anos. Naquela época me lembro da voz marcante de Estevão Bimbi no seu Mundo Cão.

Gente, tem algo errado – penso eu!

Pois é, mas o programador continua me apavorando e tasca Kelly Key, Restart, reggaeton e outras coisas que não combinam com uma rádio que é líder em audiência nos ramais, rios e afins do Acre que é tão extenso e tem áreas tão isoladas.

No Twitter todos os amigos comentam, principalmente os colegas da área de jornalismo.
Eu apelo ao twitter pessoal do governador e digo: Tem que ver isso governador @tiao_viana Tocou Justin Bieber e agora toca Kelly Key na @difusoraacreana
 
Meu avô Costa a essas alturas estava muito chateado e me pergunta: Meu vô com 82 anos me olha e diz: Minha filha o que esse rapaz tá cantando? É estrangeiro? Eu: Deixa pra lá vô.
A situação foi se agravando à medida que tocou músicas estilo “pancadão”. 

Parecia que tinham seqüestrado o programador e colocado um pen driver daqueles que liga naquelas caixinhas de som que vemos na região do Terminal Urbano.

Mandei o link da rádio via web para os amigos de Twitter e muitos começaram a acompanhar a Difusora.
Acredito que foi uma das melhores tardes de domingo. Muitos amigos se mobilizaram para discutir a qualidade musical da Difusora Acreana.

Resultado disso: Acho mesmo que "perderam a mão" na programação musical. Esqueceram que os ouvintes, em maioria, são de áreas isoladas do Acre e que sequer ouviram falar em Justin Bieber por mais que a globalização seja cruel conosco.

Eu sou do tempo que a RDA tocava música com conteúdo, música que narrava as história de um povo lutador e que se honrava em trabalhar na roça para ter seu sustento e de sua família.
Sou saudosista?! 
Sim, mas também prezo pelo que é bom.

Não concordo que uma rádio do Sistema Público de Comunicação perca seu prumo e sai infectando os rádios. 

Imaginem só um lavrador do ramal do "Vai quem quer" ouvindo esse tipo de música?

A minha dica é que revejam os conceitos na RDA.
Peço como ouvinte e me atrevo a representar meu avô, soldado da borracha aposentado, cearense e pai de família, ouvinte da RDA desde 1950, nos barrancos de Tarauacá.